Palavra do Diretor Espiritual
Homilia - Reunião do dia 20/09/2009
As leituras de hoje apresentam uma série de temas
que acredito que são importantes. Primeiro a leitura
do livro da Sabedoria, e eu gostaria começar
justamente refletindo com vocês sobre essa leitura.
Uma posição dos maudosos que dizem: Vamos atacar o justo, porque o justo denuncia o nosso comportamento. Vamos tentar suprimí-lo. Vamos tentar mata-lo, porque a presença do justo incomoda. E é interessante nós olharmos isso e percebermos o quanto isso é uma verdade também no contexto do nosso dia-a-dia. De fato que em busca viver a experiência da justiça, quem busca viver segundo aquilo que o Senhor pede pra viver, quem busca corresponder ao bem na realidade da sua vida, encontra muitas vezes exatamente esse tipo de situação, esse tipo de posicionamento de quem não vive essa experiência. O justo provoca a raiva e o ódio no injusto. Isto vocês já pararam para ver,... nós temos visto isto todos os dias. Quanto mais nós nos posicionamos a favor do bem, a favor do amor, a favor da vida nós vamos percebendo o quanto o outro lado se posiciona de modo rancoroso, raivoso e decidido contra nós. Me lembro da marcha em defesa da vida, nós estávamos caminhando e tinha mais ou menos umas 3 mil pessoas caminhando, e no meio das 3 mil pessoas tinha umas três ou quatro mocinhas contrárias à marcha e caminharam em torno da marcha o tempo todo. Elas gritavam com uma raiva tão grande contra agente, com uma angústia tão grande e com uma decisão tão grande de tentar suprimir mesmo quando essa tentativa não fazia sentido. O que eram quatro diante de três mil ? Mas agente via a raiva e o ressentimento delas, pois elas gritavam com uma força: Assassinos de mulheres. Nem pensavam no que elas estavam gritando de tanto ódio, ressentimento e angústia que tinham também dentro daquelas meninas. E diante daquela situação eu não consegui ter raiva delas ou angústia no meu coração. Eu tive pena de ver como uma pessoas, dentro do contexto de sua injustiça, como ela não consegue abrir o coração pra aquilo que é justo, para aquilo que é certo. E como essa experiência se traduz em violência. O Paulo Fernando estava contando sobre o julgamento do Bassuma do PT que foi suspenso por uma ano por ser defensor da vida. E as abortistas celebravam e faziam festa diante daquela situação e ironizavam esse deputado por ser um defensor da vida. Nós devemos preparar o nosso coração pra isso, pois o mundo não vai nos aceitar, não vai aceitar a nossa postura, não vai aceitar a nossa experiência com facilidade. Pelo contrário, quando houver essa experiência de confrontamento, aqueles que não vivem uma experiência correta em sua vida vão, sob muitos aspectos, serem violentam para conosco. E isso não é porque nós somos bonzinhos, mas porque foi feito contra o próprio Jesus. Se formos olhar como os homens reagiram diante da santidade de Jesus, reagiram crucificando Jesus. O justo muitas vezes, no modo de viver a sua vida, vai denunciar a injustiça dos outros e aquele que se sente denunciado se torna violento. A violência brota da injustiça. A violência brota do pecado. A violência brota da inconformidade das pessoas com essa experiência mesma de Deus. Então precisamos estar atentos. Primeiro para que o nosso coração não se torne violento, porque se o nosso coração se torna violento, nós estamos errados. E depois também pra saber lidar com a violência dos outros, porque a agressividade dos outros pode muitas vezes inibir agente. Eu já vi testemunhos de vocês mesmos essa experiência de como outras pessoas sufocam vocês porque vocês tem uma compreensão diferente de família, porque vocês querem ter uma vida numerosa, porque vocês planejam a família e o quanto isso provoca angustia em quem está vivendo de maneira errada. E como essas pessoas nos querem suprimir . Não perder a serenidade em relação a isso...
